domingo, 20 de setembro de 2009

Emoções hormonais


Emoções hormonais
Variadas, instáveis
Visitantes e querelantes

Hormônios emocionais
Fluidos, descontrolados
Constantes e determinantes

domingo, 6 de setembro de 2009

Mulher aluada


Mulher que nem eu, enlouquece na lua Cheia...
Adormece na Minguante.
Renova-se, quando Nova ela é...
Transforma-se e vira bicho na Crescente!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ser, estar...


Nunca saberei a que vim
Se não me permitir ficar...

Jamais contemplarei a mim
Sem dar de cara com as minhas dores

Sentir? Dói!
Fugir? Ainda não fiz!

Alternam-se nesse caminhar
Sofrimento e gozo...

Conecto com o profundo de SER!
Quero a leveza de ESTAR!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

EXORCISMO DO IMPONDERÁVEL

Amar até desnudar
Por inteiro o cheiro
De alecrim, canela
Sendo você o meu arlequim

Cantar, rasgando entranhas
Para que possa, enfim
Parir o que contém o incontido
E leveza se instaure n'alma

Dançar para transcender
O óbvio, o lugar comum
Lugar de todos
Terra de nenhum

Representar para exorcizar
Anjos, demônios, tudo enfim
Desvelando o imponderável
Transmutando em palpável

domingo, 22 de fevereiro de 2009

RÉQUIEM PARA UM GRANDE AMOR


Quem és tu?
Que, em meio a calmaria
Surge como um furacão
Tornando em paixão , toda e qualquer ação

Que dom é esse que tens
De sorver, remexer, completar, invadir
Sem, nem mesmo, permissão pedir?

Como podes? Em partir...permanecer
Em estar, estados de gozo, transcender
Quando do repouso de nós dois em um

Quem és tu, ser indefinido
Delírio para os meus olhos
Música para meus ouvidos
Embriaguez para todos os sentidos

Mistura de homem e menino
Bissetriz de minha horizontal
Desmesura de saudável loucura
Surpresa dada a mim pelo destino

28/12/1997

Envergadura de mulher

Navegar...
Em tempos de superficialidade
Ai que saudade!!!
Daqueles de profundidade

Banal, venial, etc e tal
Abismático, sorumbático
Eu, a normal
Ou eles, os anormais?

Águas, conhecidas e não
Trágico, melodramático, cômico
Lágrimas...velhas companheiras
Choro por mim e pelo mundo!

Para o meu primogênito

Tua passagem por aqui
É como copo d'água, quando a sede
Se faz presente e urgente

Tua alegria e leveza
É como brisa suave em noite de verão
Que harmoniza e suaviza o viver

Tua bem querência
É o que faz a vida valer a pena
Por ter sido o veículo que te trouxe

Teus valores, inteligência, honestidade
Faz o que foi difícil tornar-se de pouca monta!
Tantas interrogações ao te educar...

Mil vidas tivesse
Duas mil, te carregaria no ventre
Pra que sejas quem tu és: GENTE!